quarta-feira, 12 de agosto de 2026

EDNOR GODEIRO DA SILVA

 



Natural de Rafael Godeiro, uma pequena cidade do interior do Rio Grande do Norte, Ednor cresceu em uma família simples, com três irmãos, sonhando desde cedo em ser médico.

A infância foi marcada por histórias de superação, como a mudança para Natal (RN) em busca de melhores condições de estudo. “Uma cuidadora da minha mãe sempre dizia que eu seria doutor, e essa ideia foi se repetindo até que se tornou verdade dentro de mim”, lembra

Sem vagas em medicina na época, ingressou primeiro em fisioterapia pela Universidade Potiguar. A profissão trouxe identificação e o desejo de ir além. O trabalho em equipes do Programa Saúde da Família revelou um traço que marcaria sua carreira: a empatia. “Eu visitava casas humildes e fazia questão de compartilhar do que os pacientes tinham para oferecer. Aquele gesto criava vínculo e, de repente, as dores já não eram as mesmas. Descobri que empatia também é terapêutica”, conta

Apesar da satisfação inicial, a inquietação cresceu. As visitas domiciliares despertavam nele perguntas sobre diagnósticos e tratamentos que só a medicina poderia responder. Decidido, inscreveu-se em um vestibular no Rio de Janeiro e mudou radicalmente de vida. “Eu tinha certeza de que passaria. Em poucos dias já estava no Rio, pedindo demissão dos concursos que havia conquistado no Rio Grande do Norte”, relembra.

Na nova etapa, concluiu medicina, seguiu para a residência em ortopedia e, em seguida, aprofundou-se em endocrinologia e nutrologia. Essa formação plural deu origem a um modelo de atendimento diferenciado. “Reuni fisioterapia, ortopedia, endocrinologia e nutrologia em uma prática integrativa, que olha o paciente como um todo”, resume.

FONTE - CARAS

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