Natural de Rafael Godeiro, uma pequena cidade do interior do Rio Grande
do Norte, Ednor cresceu em uma família simples, com três irmãos, sonhando desde
cedo em ser médico.
A infância foi marcada por histórias de superação, como a mudança para
Natal (RN) em busca de melhores condições de estudo. “Uma cuidadora da minha mãe
sempre dizia que eu seria doutor, e essa ideia foi se repetindo até que se
tornou verdade dentro de mim”, lembra
Sem vagas em medicina na época, ingressou primeiro em fisioterapia pela
Universidade Potiguar. A profissão trouxe identificação e o desejo de ir além.
O trabalho em equipes do Programa Saúde da Família revelou um traço que
marcaria sua carreira: a empatia. “Eu visitava casas humildes e fazia questão de
compartilhar do que os pacientes tinham para oferecer. Aquele gesto criava
vínculo e, de repente, as dores já não eram as mesmas. Descobri que empatia
também é terapêutica”, conta
Apesar da satisfação inicial, a
inquietação cresceu. As visitas domiciliares despertavam nele perguntas sobre
diagnósticos e tratamentos que só a medicina poderia responder. Decidido,
inscreveu-se em um vestibular no Rio de Janeiro e mudou radicalmente de
vida. “Eu tinha certeza de que passaria. Em poucos dias já estava no
Rio, pedindo demissão dos concursos que havia conquistado no Rio Grande do
Norte”, relembra.
Na nova etapa, concluiu medicina,
seguiu para a residência em ortopedia e, em seguida, aprofundou-se em
endocrinologia e nutrologia. Essa formação plural deu origem a um modelo de
atendimento diferenciado. “Reuni fisioterapia, ortopedia,
endocrinologia e nutrologia em uma prática integrativa, que olha o paciente
como um todo”, resume.
FONTE - CARAS

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